75% das empresas do sector industrial em Espanha afirma ter dificuldades para encontrar os profissionais adequados. Neste contexto de escassez de talento, muitas empresas cometem erros nos seus processos de selecção que agravam ainda mais o problema. E o mais preocupante é que a maioria desses erros é evitável.

Neste artigo analisamos os erros mais habituais que as empresas industriais cometem ao seleccionar pessoal técnico especializado sem experiência no sector, e como evitá-los.

Erro 1: Procurar o perfil perfeito e descartar bons candidatos por detalhes menores

Um dos erros mais comuns ao enfrentar a escassez de talento é o de procurar um tipo de candidato muito concreto e descartar bons perfis por detalhes insignificantes. Esta realidade provoca que a forma como se gerem os processos abrande, induzindo a grandes perdas monetárias e temporais.

Na prática, isto significa que muitas empresas rejeitam candidatos válidos porque não cumprem 100% dos requisitos do posto, quando na realidade poderiam desenvolver as competências em falta com uma formação interna relativamente simples. No sector metalúrgico, onde os perfis escasseiam, esta rigidez pode custar semanas de pesquisa e produção paralisada.

A solução passa por definir bem quais os requisitos imprescindíveis e quais os desejáveis, e estar disposto a apostar em candidatos com potencial mesmo que não tenham todo o perfil coberto desde o primeiro dia.

Erro 2: Não verificar as certificações e homologações do candidato

No sector industrial, as certificações não são um detalhe: são uma obrigação. Um soldador TIG sem a homologação EN ISO 9606 em vigor, ou um técnico de manutenção sem o Cartão Profissional do Metal, pode gerar problemas legais e de responsabilidade muito sérios para a sua empresa.

No entanto, muitas empresas sem experiência no sector não sabem que certificações devem exigir para cada posto. Contratam o candidato, integram-no na fábrica e descobrem semanas depois que não pode trabalhar em determinadas instalações ou que não cumpre com os requisitos de uma auditoria de qualidade.

Antes de integrar qualquer técnico industrial, é imprescindível verificar que as suas certificações estão em vigor e são as adequadas para o tipo de trabalho que vai realizar.

Os bons técnicos industriais não esperam. Se o seu processo de selecção demorar mais de duas ou três semanas, é muito provável que o candidato que lhe interessava já tenha aceite outra oferta.

Erro 3: Prolongar demasiado o processo de selecção

A rapidez nos processos de selecção e integração é um factor crítico quando se trabalha em sectores com escassez de talento técnico industrial, sobretudo porque pode provocar a perda de candidatos que se encontrem envolvidos noutros processos de selecção.

Os bons técnicos industriais não esperam. Se o seu processo de selecção demorar mais de duas ou três semanas, é muito provável que o candidato que lhe interessava já tenha aceite outra oferta antes de ter tomado uma decisão. Num mercado tão competitivo como o da soldadura ou da manutenção industrial, a agilidade é uma vantagem diferencial.

Erro 4: Confiar a selecção a um departamento de RH sem conhecimento técnico do posto

Este é um dos erros mais frequentes e menos visíveis. Um técnico de RH generalista pode gerir perfeitamente um processo de selecção para perfis administrativos ou comerciais. Mas quando se trata de avaliar um soldador TIG, um caldeireiro ou um técnico de manutenção industrial, a falta de conhecimento técnico pode levar a tomar decisões erradas.

Electricistas, mecânicos, soldadores, técnicos de manutenção ou especialistas em automatização são cada vez mais difíceis de encontrar. As vagas prolongam-se durante meses e os processos de selecção ficam desertos. Em parte, porque quem conduz o processo nem sempre sabe o que perguntar nem como avaliar a experiência real do candidato.

A solução é envolver o responsável técnico no processo de selecção ou trabalhar com um fornecedor especializado que conheça o sector e possa avaliar correctamente os candidatos.

Erro 5: Não planear as necessidades de pessoal com antecedência

Muitas empresas industriais procuram pessoal técnico quando já estão numa situação de urgência: produção comprometida, prazos não cumpridos, equipa sobrecarregada. E nesse contexto de pressão, a tomada de decisões ressente-se.

A falta de pessoal qualificado ameaça a produtividade e a capacidade de inovação das empresas industriais, colocando-as numa posição vulnerável. Antecipar as necessidades de pessoal, planear com tempo e ter identificado um fornecedor de confiança antes de surgir a urgência é a melhor estratégia para evitar este erro.

Erro 6: Recorrer a uma ETT generalista para cobrir perfis muito especializados

Uma ETT generalista pode ser uma solução válida para muitos tipos de perfis. Mas quando necessita de um soldador TIG homologado, um caldeireiro com experiência em recipientes sob pressão ou um técnico de manutenção industrial com certificações específicas, uma empresa generalista raramente terá acesso a esses perfis nem saberá como avaliá-los correctamente.

Trabalhar com um fornecedor especializado em mão de obra industrial que conheça o sector, tenha acesso a uma bolsa de candidatos qualificados e compreenda as exigências reais do posto faz uma diferença enorme no resultado final do processo.

Na MetalBraga evitamos estes erros por si

Muitos anos no sector metalúrgico deram-nos algo muito valioso: sabemos exactamente que perfil necessita cada empresa, que certificações são imprescindíveis e como identificar um bom técnico industrial.

Quando uma empresa trabalha com a MetalBraga, não tem de se preocupar com nenhum destes erros. Tratamos de todo o processo: desde a pesquisa e avaliação do candidato até à gestão administrativa e legal, garantindo que o profissional que se integra na sua fábrica está qualificado, certificado e pronto a trabalhar desde o primeiro dia.

Se quer evitar erros dispendiosos no seu próximo processo de selecção de pessoal técnico, contacte-nos. Temos todo o gosto em ajudar!